março 11, 2006

 

OBRA DAS MÃES PELA EDUCAÇÃO NACIONAL

Rebordosa, 29-8-1938

Não é fácil descrever a alegria que sentem os verdadeiros chefes de família nesta freguesia, por saberem que ainda existem no nosso querido Portugal corações generosos e de requintada fidalguia, e que com os seus conselhos e acções venham atenuar a amargurada dor dos pobrezinhos oprimidos!
Li e reli o folheto enviado pelas excelentíssimas senhoras D. Manuela d'Orey e D. Maria Ferreira Pinto, Quinta do Saldanha - Sintra - referente às «famílias numerosas».
É um encanto e orgulho para a nossa raça de verdadeiros Portugueses, ter na terra, almas enviadas de Deus, que venham suavizxar as aguras duma vida exausta de aflições, canseiras e dores maternas, como sucede às verdadeiras mães!
Mas quem seguir os conselhos doutrinários do folheto referido, encontrará o lenitivo confortável para os seus sonhos ambicionados.
Nesta freguesia, vão requerer os boletins todos os chefes de família com mais de quatro filhos legítimos com o seu lar legalmente constituído, encontrando-me eu já autorizado a fazer tão prestimosa requisição.
Claro está que aqueles que precisarem encontram-me sempre ao seu dispor na minha modesta choupana.
Mãos à obra porque desanimar é morrer, morrer é perder a vida, é perder todo o nosso sonho dourado.
Aconselho-o porque talvez não haja quem não tenha mais triste do que eu o seu pobre coração.

Pintarroxo

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